O desafio: uma escola de confeitaria em escala presa a uma plataforma feita para iniciantes
A Addolcire cresceu até um ponto em que a plataforma de infoprodutos que usava, pensada para quem está começando, passou a cobrar por recursos que a escola não usava e a limitar novos lançamentos.
Do e-book de Páscoa ao primeiro curso de R$ 100 mil
Guilherme Cury tem a gastronomia na formação, mas aprendeu a vender na publicidade. Antes da Addolcire, passou pela escola de Murilo Gun, onde geriu milhões em investimentos.
Ele uniu essa experiência de marketing ao talento didático da esposa, Stephanie, a Nani, para criar a escola de confeitaria que hoje se apresenta como a maior do Brasil.
O começo foi gradual. Um e-book de Páscoa, lançado em 2019, vendeu pouco. O seguinte, sobre bolos festivos, deu certo. Quando o primeiro curso em vídeo passou de R$ 100 mil em vendas, o casal concluiu que tinha encontrado o que Guilherme chama de "brecha na Matrix": um caminho para construir um negócio grande sem perder o pé no chão.
Por que a plataforma anterior deixou de servir à Addolcire
O crescimento durante a pandemia levou a escola a um nível de operação que a plataforma de infoprodutos usada até então não acompanhava. Na avaliação de Guilherme, muitas ferramentas do mercado são desenhadas para quem está começando, não para um negócio maduro.
Quatro limitações pesavam na operação:
- Custo duplicado. A plataforma cobrava por soluções internas pouco avançadas e não permitia integrações flexíveis. Para suprir o que faltava, a Addolcire contratava ferramentas externas e pagava duas vezes pela mesma função.
- Planos de assinatura rígidos. Os planos vinham pré-definidos, sem espaço para ciclos personalizados, descontos progressivos ou outras estratégias comerciais.
- Pouca margem para novas demandas. O sistema era engessado e limitava o que o negócio conseguia lançar.
- Marca diluída no checkout. O checkout padrão não permitia a personalização que uma marca líder no seu segmento precisava.