Descubra como a estrutura de pagamentos influencia o sucesso do seu negócio. Aprenda a reduzir custos, evitar declínios de pagamento e otimizar a experiência do cliente.
Na Guru Talks #21 que foi ao ar no dia 15/03/2024 , nosso CEO André Cruz trouxe uma explicação clara de como funciona uma estrutura de pagamento, e como a tecnologia é necessária para fazer uma aprovação de pagamento em milissegundos.
[05:17] Durante uma imersão de três dias em Berlim, foram discutidos diversos aspectos fundamentais do mercado de pagamentos. A conversa abordou não apenas as taxas, que muitas empresas focam erroneamente, mas também a importância da eficiência no processo de pagamento.
[05:47] O público, em geral, tem uma compreensão limitada de como funciona a estrutura de pagamento. Isso pode levar a decisões empresariais que, em vez de reduzir custos, acabam prejudicando a experiência do cliente.
[06:44] Um dos temas discutidos foi o soft decline, um termo técnico que se refere a uma rejeição temporária de uma transação que não está relacionada a problemas com o saldo ou validade do cartão. 46% dos clientes que enfrentam um soft decline não voltam a tentar a compra, o que pode impactar significativamente a receita de uma empresa.
[08:12] Muitas empresas se concentram exclusivamente em encontrar taxas de pagamento mais baixas, mas acabam utilizando processadores de pagamento ineficientes. Isso pode resultar em longos tempos de processamento e soft declines frequentes, prejudicando a experiência do cliente e, por consequência, a taxa de conversão.
[09:06] Exemplos práticos demonstraram que, em alguns mercados, como o do Oriente Médio, o tempo de resposta para uma transação não pode ultrapassar um segundo, sob risco de sanções pelos reguladores. Empresas que escolhem processadores de pagamento baseadas apenas em taxas podem enfrentar sérios problemas com a satisfação do cliente.
[11:55] Durante o evento em Berlim, ficou claro que o mercado europeu é muito mais regulamentado que o brasileiro. Essas regulamentações influenciam diretamente a forma como os pagamentos são processados e como as operações de marketplaces são estruturadas.
[12:25] Na Europa, o conceito de split de pagamento é diferente do Brasil. Aqui, o split refere-se a dividir a cobrança entre várias pessoas, como em um restaurante. Já no Brasil, o split é comumente utilizado para dividir a receita entre diferentes partes envolvidas na transação. Essa diferença cria desafios adicionais para empresas que operam em ambos os mercados.
[15:43] O processo de pagamento envolve múltiplas etapas, desde a captura dos dados do cartão pelo vendedor até a resposta do banco emissor. Esse processo, que ocorre em frações de segundo, envolve diversas verificações de segurança e fraudes. Empresas que não otimizam esse fluxo correm o risco de perder clientes devido à lentidão no processamento.
[18:39] Um dos pontos cruciais discutidos foi a redução da fricção no checkout. Quanto mais simples e fluido for o processo de compra, maiores são as chances de conversão. O novo checkout, já implementado por 50% da base de clientes, mostrou um aumento de 7% na taxa de cliques para pagamento.
[24:43] A taxa de aprovação de transações é um dos indicadores mais importantes para o sucesso de uma operação de pagamento. Porém, muitas vezes, esses números são manipulados por processadores que excluem transações duplicadas ou saldo insuficiente de suas métricas. No Guru, por exemplo, a taxa de aprovação é calculada de forma transparente, considerando todas as transações processadas.
[27:08] Alguns processadores anunciam taxas de aprovação extremamente altas, mas essas métricas são muitas vezes infladas por práticas questionáveis. A transparência e a simplicidade na apuração dessas taxas são essenciais para que as empresas possam confiar nos números e tomar decisões informadas.
[32:50] O futuro promete muitas novidades, com novos processadores de pagamento sendo integrados, como Revolut Pay e Safra Pay. Além disso, a plataforma está se preparando para atender o mercado de ingressos, que atualmente é muito desassistido.
[47:16] No encerramento da conversa, foi destacada a importância de repensar a inteligência financeira das empresas, especialmente no que diz respeito ao pagamento de taxas. Pagar menos taxa não significa necessariamente ser financeiramente inteligente. Empresas devem avaliar cuidadosamente como essas taxas impactam a experiência do cliente e o sucesso a longo prazo.
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